O coração é o centro do meu mundo. É o
reservatório de tudo aquilo sou e ofereço. É a minha bússola, o meu prumo, a
minha consciência, a minha intuição e inspiração. É o meu canal de contato com
Deus. Dele provém a minha poesia, a minha fé, a minha
coragem e o meu talento para acreditar nas pessoas e na vida. O coração é o meu
guardador de sonhos, de saudades e de amores - inclusive e principalmente o
próprio. É ele quem me permite perdoar, entender e confiar que tudo passa, mas
o que é de verdade permanece. O coração é o meu reino, terra sagrada onde sou
rainha dos meus
sentimentos e onde planto o bem, que é para não faltar felicidade.
Sobre escrever
Escrever
é salvar-se em si. É libertação. É voar para longe de tudo quando preciso, mas
também é permissão voltar para o aconchego da alma quando necessário. É se encontrar,
é se perder, é se encontrar na perda se tiver sorte. As palavras são como um
sopro de vida, são suspiros calmos e fôlego nos dias de qualquer cor. A poesia
é o que de melhor tem em mim e escrever é o melhor jeito que encontrei de me
conhecer. Para mim, não escrever é como não viver.
Feliz dia do escritor!
Não era você, só que ainda é
Como é que você faz isso? Essa coisa de ser inesquecível deveria ser proibida por lei. Já faz tanto tempo e você ainda me vem tão fácil no pensamento. Acho que é porque - depois de você - ninguém conseguiu despertar o melhor de mim com a mesma categoria. Já me acordaram um lado, que eu nem sabia que existia e - numa dessas de paixão - descobri que sou capaz de cometer os erros mais estúpidos e alguns até muito bons, mas não era você.
Entre tantas versões que experimentei de mim mesma, eu percebi que gostava mais de mim quando com você. É que eu podia assumir minhas neuras, deixar meus defeitos à mostra e expor a minha vulnerabilidade sem medo algum de ser julgada. Eu era eu mesma sem pudor, você me entendia sem esforço algum e me amava mais fácil ainda. Não que hoje eu não me seja, mas é que já fui mais descomplicada. Ensinaram-me - de novo - como é que se apaixona e eu até que aprendi bem rápido, mas não era você. (Só que ainda é.)
Dia das Mães
Eu
tomo a minha dose diária de amor, quando elevo o meu pensamento a ela. Não há
um só dia que eu não me lembre. São tantas lembranças ternas, são tantas coisas
boas que ela plantou em mim, que instantaneamente um sorriso me floresce no
rosto e na vida. E eu só consigo pensar em como eu gostaria de ser incrível
como ela foi.
Minha
mãe foi uma dessas pessoas que partiram, mas não foram embora. Ela fez morada
no coração da gente. Se eu pudesse reinventar a minha realidade agora, seria
feito conto de fadas: - Gênio da lâmpada, dos três desejos que posso pedir,
quero da minha mãe um beijo doce, um abraço apertado e um conselho desses que a
gente leva pra vida. Embrulha para presente, por favor!
Das coragens
Eu
me admiro quando sou corajosa, quando enfrento meus medos, quando fico frente a frente com os meus
monstros internos e os venço. Celebro as pequenas vitórias, uma a uma, e vou somando à
lista das conquistas, que aos poucos vai crescendo.
Às vezes, eu acho que me
atrapalho mais do que me ajudo, mas me perdoo e sigo com os meus defeitos a
tiracolo. Posso ainda não ter chegado onde gostaria, ou onde penso merecer, mas
sei que estou na direção certa. É no caminho que a mudança acontece.
Envelheço na Cidade
Se eu te encontrasse, eu não diria nenhuma dessas coisas que as pessoas dizem em datas como a de hoje. Eu falaria amenidades: sobre o tempo, o endereço e os amigos em comum. Não diria nada que denunciasse o meu desejo de ficar um pouco mais, mas falaria qualquer outra coisa que fizesse com que seus olhos demorassem nos meus.
Então, eu te lembraria de alguma história nossa, qualquer bobagem quase adolescente que te fizesse rir; e te deixaria saber que eu me lembro de tudo e, mais que isso, sinto falta. Se eu te encontrasse, eu não perderia tempo com formalidades e desejos clichês para o seu ano novo. Se vale de algo, o meu presente seria te deixa saber, que por você eu faria tudo de novo.
Nota: "Envelheço na Cidade" faz referência à música do grupo Ira!
Será.
Eu queria ouvir a sua versão da história, ver sob o seu ângulo e saber como seria a sua narrativa sobre nós, sobre o que ficou e se ficou. Eu queria me certificar de que tem um dedo meu no que você é hoje; e saber se você tem algum pensamento semanal, casual ou banal dedicado a mim. Tem tanta coisa que eu gostaria de saber e nem sei o porquê.
Será que você ainda procura saber de mim? Será que me lê, vê minhas fotos, me vê por aí? Será que você sabe que fui viajar nas férias, que tive um romance curto, que vou publicar um livro? Será que você sabe que não trabalho mais no mesmo lugar, que prefiro minha cama a uma balada e que continuo não gostando de beber? Será que sabe que ainda moro no mesmo lugar, que entrei na academia e que comecei a terapia?
Das razões do coração
Depois de alguns anos de vida e certa bagagem na minha história, eu aprendi a ouvir aos alertas que vêm de dentro. Percebi que a minha intuição quase nunca se engana e eu, que aprendi a interpretar o que o coração diz, não tenho me deixado iludir tão fácil.
E ali, logo adiante, sem ter muito o que esperar, as coisas se confirmam e me mostram que estou no caminho certo, que é por aí e me fazem acreditar que as intuições costumam mesmo ter boas intenções. Saber identificar esses avisos tem me poupado tempo, noites mal dormidas e rímel borrado.
Ponto Final
Dezembro
chegou e trouxe com ele o desfecho de uma história: a nossa. Eu não sabia se
pedia passagem para entrar pela fresta que havia ficado na porta da sua vida,
ou se fechava essa porta de uma vez por todas. Já tem algum tempo que eu
aprendi a não esperar muito das pessoas e – ainda menos – a esperar por elas,
mas por você eu achei que valia o risco.
Eu torci tanto para que você fosse um
desses clichês, que a gente vê por aí nesses filmes água com açúcar, desses que
fazem a gente entender o motivo de nunca ter dado certo com ninguém antes. Mas enfim
comprovei, que você era mais um lugar-comum, mais uma dessas pessoas que se
mostram como querem e não como realmente são.
Deus sabe como gosto e defendo a
verdade com unhas e dentes. Deus sabe o quanto eu quis que toda essa mentira fosse - na verdade - uma mentira e, que você gostasse de mim de verdade. Deus sabe o quanto eu te quis e só Ele sabe,
porque você nunca vai saber.
Novidade!
É com muita
alegria que venho anunciar que vou lançar o meu primeiro livro pela
Editora Decápole.
Em breve
contarei mais detalhes sobre o livro e o lançamento! :)
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